Como vocês estão? A tia vai bem? Manda beijo pra sua irmã, saudadesssssssss.
Atualmente eu sinto que só falo sobre coisas que ninguém quer ler, mas por sorte temos outro adm nesse blog, ele faz posts interessantes e eu posso falar de coisas que na minha cabeça parecem ótimas de se discutir num post.
Pois bem, 01 contextualização: ano passado no cursinho fizemos uma aula baseada no conto Aqueles Dois, de Caio Fernando Abreu. Eu li o conto e pensei muito mesmo sobre ele (se você não leu peço que leia pra entender o post direitinho e pra eu poder dar spoilers do conto // eu darei spoilers do conto) (essas duas barras não estão representando uma ponte salina) (sorrynotsorrysouvestibulanda); logo, espero que leia e também pense muito sobre ele porque o mundo é um lugar muito louco.
Na aula, minha professora favorita e outro professor realmente ótimo (respectivamente geografia/atualidades e literatura) fizeram um debate que tratava do conto à partir de dois focos: a homossexualidade reprimida e vivida às escuras no final do século passado e de como a urbanização e o crescimento das cidades "possibilitaram" essa homossexualidade vivida em becos, em cinemas e em outros lugares públicos, porém discretos. Como junção dos focos temos o leque de possibilidades que uma metrópole oferece para a união de pessoas semelhantes, mesmo que Raul venha do norte e Saul do sul.
Acompanhando? Bom, nos pediram que lêssemos o conto antes da aula. Eu li. Eu achei mesmo que eles eram só amigos. Cheguei na aula e a abertura dela foi um documentário sobre a vida reclusa e marginalizada de homossexuais nas décadas de 70/80/90 (na verdade não lembro qual das 3) e já pensei "vish, nem li certo" mas aíííí, acreditando nas minhas habilidades de interpretação, fui mais longe e pensei "Bom, se C.F.A. quisesse ter colocado uma relação explícita, ele o teria feito, não é mesmo? Afinal os rapazes já estavam ali nus, ou já estavam numa cena incrivelmente fofa e significativa acariciando a barba e jurando estar ali" depois BRAINSTORM na minha opinião Caião não quis falar apenas da marginalização gay e da urbanização não, tisc tisc, ele também nos deu uma preciosidade de conto que trata de como nós vemos as relações interpessoais e as pessoas que estão nelas.
Já percebeu, cara pessoinha, que somos levados a crer que todas as relações duradouras provém de casamentos? Que as pessoas só serão felizes no filme quando elas casarem? Que se elas casarem com o melhor amigo elas serão felizes pra caramba mesmo? QUE NÓS FICAMOS AQUI NO MUNDO REAL SHIPPANDO FORTEMENTE TODOS OS MELHORES AMIGOS DA HISTÓRIA? QUE TODO MUNDO QUERIA QUE O HARRY TIVESSE CASADO COM A MIONE? PERCEBEM? DAVID YATES JUNTOU NEVILLE E LUNA E NÃO FOI ATOA NÃÃÃÃÃO, O PÚBLICO QUERIA ISSO PORQUE NÓS SOMOS ASSIM.
Se liga na lista.

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Esse gif tá numa qualidade ótima né |
Eu to fazendo esse post ha tipo um mês e hoje (que vai ser um hoje bem abstrato pra vocês) eu abri ele de novo pra decidir que o post não era sobre uma lista com explicação de porque os filmes estão na lista, eu só listaria como exemplo e ai lembrei que esse tipo de post lista era o que eu mais fazia quando era mais nova e eu tenho intenção de mudar isso porque eu tenho mais a dizer que do que explicar os filmes, e por isso os proximos vão vir com o nome e no máximo um comentário, beijo gente (eu poderia muito bem só apagar os dois que escrevi que eu sei, o que me pouparia e os pouparia desse trecho, mas to trabalhando a sinceridade na minha vida).
Esposa de mentirinha~ prfv alguém pare o Adam Sandler





As Visões da Raven~ ATE. A. RAVEN. Raven e Eddie tentam namorar uma época (quero declarar que estou bastante decepcionada com o ator do Eddie sendo preso por tráfico e por agredir mulheres)

Um Dia~ tudo bem, esse filme particularmente, apesar de entrar na conta, não me aborrece porque o foco dele nunca foi a amizade dos dois e ele é bem mais complexo do que amigos que se gostam. Fora que eles são muito gracinha e mexem com meus sentimentos.
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dessa pressão social mesmo, não de fazer post |
Ta bem, tiramos desse post que a sociedade não aceita bem amizade e afeto sem tentar transformar isso em um romance de família tradicional. Aprendemos também que o cinema vende essa ilusão de que pra sermos felizes precisamos casar com nossos melhor amigos. É óbvio que isso pode deixar vocês felizes, mas não deveríamos comprar isso dos filmes; não há receita pra felicidade, tanto conjugal quanto diária. Eu amo meu melhor amigo e não preciso casar com ele pra amá-lo. E não preciso casar com ele pra ser feliz num relacionamento. O mundo não gira em torno de sexo e laços conjugais (ou pelo menos não deveria). Não vos deixeis cair em ideais que lhe prendam a algo. Se casem com quem quiserem, não achem friendzone e choro de friendzone engraçado, não chamem um melhor amigo de guerreiro porque ele conseguiu namorar a amiga bonita, isso é machista, mulher nenhuma é obrigada a namorar um cara porque ele é legal com ela e se ele é legal só pra namora-la ele é um idiota e não é legal de verdade. Aceitem de coração tudo o que a tia Gio disse hoje. Beijinhos
P.S.: TEM MAIS UM FILME QUE DEVERIA ESTAR AQUI QUE EU SEI MAS EU GOSTO DEMAIS DELE PRA CRITICA-LO, ME PERDOA GENTE PELA PROBLEMATIZAÇÃO SELETIVA
~é Será que?~
Love Always sem precisar casar com nenhum de vocês
~Gio
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